quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Calendário da Paralisação Conjunta da Rede Estadal e Municipal do Rio
 
24 de fevereiro a 26 de março: Corrida às escolas, atos descentralizados e assembléias locais;

01 de março: Corrida aos gabinetes da Alerj para entrega de dossiê contendo a situação dos funcionários administrativos.

23 de março: Ato dos funcionários Administrativos na SEEDUC, às 14h;

23 de março - 18h no Sepe: Conselho Deliberativo da rede municipal;

26 de março: às 9h, plenária de professores docentes II e, às 10h, Conselho Deliberativo da rede estadual (os dois eventos, no auditório do Sepe Central);

31 de março: Dia de Luta em Defesa da Educação Pública. Com paralisação de 24 horas nas redes estadual e municipal do Rio,  assembléia geral (local a divulgar) e ato no Centro do Rio

Menos de 20% das crianças até 3 anos têm acesso a creches no país

O acesso de crianças à creche no Brasil continua baixo. Em 2009, apenas 18,4% da população até 3 anos de idade estavam na escola. É o que aponta análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Pnad/IBGE).
O estudo avalia que o percentual é baixo, já que o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2000, prevê que essa taxa chegasse a 30% em 2006. O crescimento entre 1995 e 2009 foi de 0,81 ponto percentual ao ano - era de 7,6% e chegou a 18,4%. O acesso também varia de acordo com a cor da criança, o local onde ela vive e a renda da família.
O número de crianças ricas matriculadas em creches é três vezes maior do que o verificado entre as mais pobres. Entre os 20% com menor renda, apenas 11,8% das crianças até 3 anos estavam na escola em 2009. Essa taxa supera os 34% entre os 20% com maior renda. Na zona urbana, o acesso à creche é o triplo do verificado na rural - 24,1% contra 8,2%. Também há desigualdade entre negros e brancos, embora em grau menor - a diferença em 2009 era de 3,3 pontos percentuais entre os dois grupos.
O estudo destaca que o acesso à educação das crianças de 4 a 6 anos é bem maior, já que 81,3% da população nessa faixa etária frequentavam a escola em 2009. Em 1992, apenas 54,1% tinham acesso ao ensino - um crescimento de 1,7 ponto percentual ao ano até 2009.

Brasil tem mais de 14 milhões de analfabetos acima dos 15 anos, diz Ipea


Uma pesquisa divulgada pelo Ipea, nesta quinta-feira, mostra que o Brasil tinha no ano passado mais de 14 milhões de analfabetos acima dos 15 anos, o equivalente a 9,7% da população nesta faixa etária. Em 2004, o número de brasileiros que não sabia ler e escrever era de pouco mais de 15 milhões. Ou seja, em cinco anos, a redução no número de analfabetos foi de 7%. A maior parte dos analfabetos com 15 anos ou mais está concentrada nas regiões Nordeste (18,7%) e Norte (10,6%). Para se ter uma ideia das diferenças regionais, a média do Nordeste é o dobro do índice nacional, enquanto a taxa da Região Sul (5,5%) se aproxima da metade. Desta forma, o analfabetismo entre pessoas acima de 15 anos ou mais no Nordeste é cerca de 3,4 vezes maior que no Sul. Em 2004, oito estados nordestinos tinham índices superiores a 20%. Cinco anos depois, esse número caiu para três. No Sudeste, o índice de pessoas que não sabem ler e escrever é de 5,7% e no Centro-Oeste, 8%. Alagoas é o estado com o maior índice de analfabetismo nesta faixa etária (24,6%), enquanto Amapá possui o menor percentual (2,8%). O estado, aliás, foi o destaque da pesquisa: entre 2004 e 2009, reduziu em 65,8% a taxa de analfabetismo. No Sudeste, o menor índice é o do Rio de Janeiro, com 4%. Na região, foi também o estado que mais diminuiu a taxa no intervalo pesquisado (18,4%). ( Veja na íntegra da pesquisa como é a situação em seu estado ) O estudo revelou ainda que o analfabetismo é maior nas áreas rurais (22,8%) do que nas urbanas (7,4%), entre negros e pardos (13,4%) do que entre brancos (5,9%), entre homens (9,8%) do que mulheres (9,6%). Apesar destas diferenças, é na renda que está a maior disparidade. O analfabetismo entre pessoas que se situam na faixa de renda familiar per capita maior que três e menor do que cinco salários mínimos é cerca de 20 vezes menor que as pertencentes à faixa de até um quarto de salário mínimo. Gráfico com a taxa de analfabetismo nas regiões do país - Fonte: Ipea Analfabetismo funcional atinge quase 16 milhões de brasileiros acima dos 15 anos A pesquisa do Ipea calculou também o número de analfabetos funcionais, que no Brasil são aqueles que têm menos de quatro anos de estudo e, embora saibam ler e escrever, têm dificuldade de entender um texto, por exemplo. Já são 15,6 milhões de pessoas acima dos 15 anos nesta condição, o que representa uma taxa de 10,7%. Entre 2004 e 2009, houve uma redução de cerca de 1,5 milhão de analfabetos funcionais. Os analfabetos funcionais estão concentrados nas regiões Norte (12,6) e Nordeste (12,4%). O Centro-Oeste tem a terceira maior taxa (10,6%), seguido pelo Sul (10,6%) e Sudeste (9,6%). O Ipea faz uma ressalva: a taxa de analfabetismo funcional tende a ser afetada pela redução do analfabetismo, já que uma parcela considerável dos que se alfabetizam ingressa na categoria de analfabetos funcionais. O somatório de analfabetos convencionais e funcionais, os chamados subescolarizados, corresponde a cerca de 1/5 da população de 15 anos ou mais.

Mais da metade dos alunos em atraso no Ensino Médio

Nem a metade (47%) dos estudantes que ingressam no 1º ano do Ensino Médio conclui o curso dentro do prazo, aos 17 anos. É o que apontam duas pesquisas encomendadas pelo Instituto Unibanco à Fundação Getúlio Vargas (FGV) e à Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento de Ribeirão Preto. Os estudos chamam atenção para os gargalos do Ensino Médio em seis regiões metropolitanas (Rio, São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre), entre 2006 e 2009, e mostram que meninas negras, com pais escolarizados e que moram juntos em áreas urbanas, com computador em casa, têm mais chance de obter o diploma de Ensino Médio.
No outro extremo, pesquisadores verificaram que os adolescentes, brancos, com distorção idade-série e cujos pais não têm nível superior são os que mais abandonam os estudos.

Quinze milhões de alunos estudam em escolas sem biblioteca no país


Na volta às aulas, milhões de alunos de todo o país vão estudar este ano em escolas onde não há laboratório de ciências, biblioteca, laboratório de informática ou quadra de esportes. O Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostra que, no ano passado, 27 milhões de estudantes de ensino fundamental e médio (70% do total) frequentavam estabelecimentos sem laboratório de ciências. A inexistência de bibliotecas era realidade para 15 milhões (39%), enquanto 9,5 milhões (24%) estavam matriculados em escolas sem laboratório de informática, e 14 milhões (35%), em unidades sem quadra esportiva.
Os dados foram divulgados pelo MEC em dezembro e consideram tanto a rede pública quanto a privada. No ensino médio, menos da metade das escolas tinha laboratório de ciências. Nas séries finais do ensino fundamental, a situação era mais grave: só 23% delas estavam equipadas. Nas séries iniciais do fundamental, apenas 7% dos estabelecimentos tinham laboratório de ciências.

23 de fevereiro de 2011 0 Incêndio em escola causa alvoroço entre professores e alunos em Maricá


Na tarde desta terça–feira(23) os professores e alunos do colégio Euclydes Paulo da Silva passaram o maior susto com o princípio de incêndio que ocorreu na rede elétrica da escola.
Segundo relatos, após a queda de energia, sentiu-se forte cheiro de queimado e as salas ficaram enfumaçadas. A sala que fica próximo ao quadro de energia teve início de labaredas. Os alunos foram rapidamente retirados da sala de aula pelos professores e funcionários. Estes mesmos conseguiram controlar o incêndio antes mesmo da chegada da equipe do corpo de bombeiros.
A região ficou sem energia desde as 14 horas até as 0 horas e 30 minutos. Segundo relatos de pais de alunos, a escola passou por reparos recentes na rede elétrica devido a instalação de ar condicionados. A quem diga que a instalação elétrica não teria agüentado a sobrecarga por ser antiga. Fonte: Maricainfo.com

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Prefeitura do Rio abrirá concurso para diretores/as das escolas

Prefeitura muda escolha de diretores Escolas:

Professores terão que fazer prova para concorrer aos cargos, para os quais haverá uma eleição em novembro

Depois do estado, agora é a vez de a prefeitura anunciar mudanças no processo de escolha dos diretores das Escolas em 2011. A Secretaria municipal de Educação está preparando uma resolução que irá instituir provas para os professores que quiserem concorrer ao cargo.

As próximas eleições serão realizadas em novembro já sob as novas regras. Apenas aqueles que passarem nos testes de gestão Escolar poderão participar dos pleitos. Outra obrigação para se submeter às urnas nos colégios será a elaboração de um plano de melhorias para a unidade.

- Com a manutenção das eleições diretas, continuaremos a ter diretores com a característica de liderança. Mas agora ainda teremos a condição de qualidade, de profissionalização - destacou a secretária de Educação, Claudia Costin.

Todos os profissionais que quiserem concorrer ao cargo de diretor pela primeira vez terão que passar por um curso de preparação em gestão Escolar, com duração prevista de 40 horas. As aulas estarão disponíveis na internet. Nas próximas semanas, a prefeitura fará a licitação para escolher a empresa que ficará responsável pela preparação.

Quem já é diretor, não terá obrigação de fazer o curso, mas precisa fazer a prova para receber o certificado de aptidão para a função e poder concorrer à reeleição.

Testes vão avaliar a capacidade de gestão

De acordo com Claudia Costin, a prova será baseada em questões voltadas para a gestão de uma Escola concreta, com estudo de casos e situações reais. Depois de eleitos, os diretores passarão por uma nova etapa de cursos. Os candidatos poderão concorrer não só nas unidades em que atuam como em qualquer uma das 1.062 da rede municipal.

A partir deste ano, poderá se candidatar quem tiver curso superior em qualquer área, não só naquelas ligadas a Educação ou licenciaturas. Basta ter cinco anos de atuação em sala de aula. Há casos de professores com curso normal e graduação, por exemplo, em direito ou engenharia, que estão liberados para participar. O mandato permanecerá em três anos.

Será criado ainda um banco de dados com todos os profissionais certificados - que já passaram na prova mas não foram eleitos - para eventuais aberturas de vagas. Os cargos terão indicação das Coordenadorias Regionais de Educação, mas só poderá assumir quem estiver certificado.

O próprio processo eleitoral também passará por algumas mudanças. No último pleito, havia duas urnas: uma para os profissionais da Escola e outra para pais e alunos. O quórum da primeira era de 50% mais um. Na segunda, 40%. Se não fosse atingido o mínimo de votos, eles eram todos descartados. A partir desse ano, haverá uma urna única para todos, sem distinção de votos.

Outra modificação é que apenas alunos a partir do 6º ano do ensino fundamental (em média com 11, 12 anos) terão direito a voto. No sistema atual, era possível participar da escolha do diretor a partir de 9 anos de idade. Com a medida, a secretaria tenta evitar a manipulação dos alunos menores em favor de algum candidato. A eleição é feita de forma direta nas Escolas desde 1988.

(jornal Extra, 03/02/2011)