No dia 19 de janeiro a direção do SEPE/RJ foi recebida em audiência pelo Secretário de Educação Wilson Risolia. A pauta de reivindicação havia sido entregue com antecedência e a direção esperava respostas ao conjunto das solicitações.
O Secretário Iniciou passando uma entrevista da CBN "Educação na China", para ressaltar as 5 dimensões em que está estruturado seu programa de ação:
1- Professor
2- aluno
3- gastos financeiros
4- comunicação
5- meritocracia.
Afirmou que seu programa de metas foi pensado para os próximos 12 anos.
Fez sua exposição falando do que entende ser inegociável como salário, condições de trabalho, dentre outros pontos da pauta. Continuou sua fala dizendo que sua equipe fez levantamento das condições das unidades escolares e o que interferir na garantia das aulas serão priorizadas. Deu exemplo da diferença da cobertura da escola e da quadra esportiva. A da quadra pode esperar, pois não paralisa aulas.
Todas as medidas estão ligadas ao gasto financeiro- dimensão 3, inclusive o salário.
Ao perguntarmos se já havia pensado no índice de reajuste, respondeu que ainda não pois passa pela previdência, utilizando os argumentos que já conhecemos- a culpa do não-reajuste é do número de aposentados/as.
Aliado a essa questão, falou sobre o abono cultura (auxílio qualificação) semestral de 500,00, mas somente para professores regentes e por CPF. Portanto, mesmo com duas matrículas, cada professor/a só receberá por uma delas, um cartão pré pago que poderá ser usado em livros, teatro cinema, com uma carga por semestre. E mais uma vez os/as aposentados/as ficaram de fora.
Considera o vale transporte necessário, mas quem se desloca de um município para outro ainda não tem solução. Será pago no início de março no contracheque, somente para estatutário.
A meritocracia será sua forma de valorização profissional. Qualquer professor/a poderá ter acesso a funções pedagógicas, porque implementará processo seletivo interno. Nessa lógica criou indicadores que serão utilizados para avaliar a atuação dos professores/as e conceder o bônus. É o retorno da política de gratificação, desrespeitando a luta da categoria que conseguiu a decisão de incorporação do Nova Escola.
Para tal política vai reestruturas as coordenadorias: 15 vão priorizar a parte pedagógica (proporção 80% pedagógica por 20% estrutura ) e 15 Diretorias regionais de infra-estrutura.
Mas e o salário?
A resposta do Secretário ressaltou novamente a linha mercadológica e punitiva, pois para maior investimento salarial é preciso cortar despesas.
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